Exposição temporária

©Nathyfa Michel, Dans ma chair un pays (détail)
CAMADAS
curadoria de Emma Grenon Trividic
Projets Miradas
com Frans Krajcberg; Antonio Kuschnir, Camila Proto, Eric Darmon, Flora Nguyen, Ian Cheibub, Joelington Rios, Luna Cassinelli, Nathyfa Michel, Sandra Arruda, Sophie Trividic, TAF
10 DE SETEMBRO - 31 DE OUTUBRO DE 2026
A Natureza preside a exposição. Ela conecta as obras entre si e nos remete a uma evidência simples: nós somos o vivo. Após um verão particularmente brutal na França, esse diálogo com Frans Krajcberg ganha uma ressonância especial... Dessa relação com o meio ambiente nasce uma reflexão sobre nossas identidades, ancestralidades e heranças.
Os artistas se inspiram em narrativas que atravessam o tempo, se depositam em nós e moldam o nosso olhar. O mito é um espaço de passagem, a partir do qual as histórias antigas podem ser relidas e produzir novas representações.
O título Camadas expressa a ideia de sobreposição. Convida a perceber, em cada obra, os laços sutis entre uma experiência íntima e o imaginário coletivo.
Emma Grenon Trividic
A exposição
Camadas convida a desacelerar o olhar, a sentir e a refletir sobre os mundos que herdamos, tanto quanto sobre aqueles que escolhemos transmitir.
Os artistas conectam o presente a cosmologias e saberes ancestrais; reativam uma relação com o vivo profundamente impregnada pela natureza, pela espiritualidade, ou ainda pela memória coletiva ou pela relação com a matéria.
Terra, vegetais, arquivos, e até mesmo os corpos tornam-se suportes onde se leem as transformações do mundo. Camadas atua como uma estrutura narrativa, capaz de conectar memória e imaginário, visível e invisível, humano e não humano. Através dela, emergem outras formas de percepção, permitindo compreender o mundo além do quadro linear.

© Ian Cheibub, Alumbre na Macaia
Após uma primeira edição apresentada no início do ano no Rio de Janeiro, Camadas reúne em Paris artistas franceses e brasileiros, em diálogo com Frans Krajcberg (1921-2017).
No Espaço Frans Krajcberg, Centro de arte contemporânea Arte e Natureza, essa nova etapa ganha uma ressonância especial: a obra de Frans Krajcberg, atravessada tanto pela destruição das paisagens quanto pela resiliência do mundo natural, torna-se o ponto de ancoragem de um olhar contemporâneo sobre nossa maneira de habitar a Terra.

© Vista da exposição CAMADAS em Paris.
